quarta-feira, 10 de março de 2010

Os Coadjuvantes



Surpresas poderão ocorrer, é claro. Porém, externo aqui um sentimento que venho colhendo e identificando não apenas na blogosfera como também no discurso de alguns comentaristas especializados: teremos três coadjuvantes nessa temporada. São eles: Nico Rosberg, Jenson Button e Felipe Massa.

Rosberg terá um desafio enorme. Não se trata apenas do talento de Schumacher, mas também de uma Mercedes pró Schumacher. A exigência de Michael pelo número três pode parecer bobagem, mas indica uma tendência da Mercedes em atender o heptacampeão em detrimento a “promessa mais promissora” se me permitem utilizar as próprias palavras do maior campeão de todos os tempos ao se referir a Rosberg. Contudo, pode ser que não apenas no início da temporada Schumacher não retorne a velha velocidade, mas também durante todo o ano. Eu não contaria com isso. E vocês?


Jenson Button, a exemplo de Damon Hill, é um campeão desacreditado e que não convence quando comparado a outros nomes do circo da Fórmula 1. Jenson se viu no final da temporada passada em uma situação no mínimo estranha. Era o campeão do mundo, porém, já devia haver indícios não somente da compra da Brawn pela Mercedes, mas como também de uma forte possibilidade de Michael Schumacher fazer parte do projeto. Ou seja, o que fazer? Ficar? E tudo o que Rubens viveu na Ferrari quando companheiro do alemão? Assinar com uma equipe média ou pequena? Decidiu arriscar a proposta da McLaren. Enfim, se ficasse o bicho pegava e se corresse também. Por algum motivo achou que uma McLaren pró-Hamilton seria mais vantajosa. Não consigo visualizar como, mas quem sabe o tempo nos esclarecerá.
O brasileiro Felipe Massa é o que tem as maiores chances de surpreender. Não escrevo isso por questões nacionalistas. Massa evoluiu bastante nos últimos anos e provou isso em 2008 e em parte de 2009 (até antes do acidente) quando notoriamente bateu Kimi. É um piloto rápido em volta lançada, o que pode lhe permitir administrar a liderança no stint mais pesado da corrida levando a decisão para os outros stints. De certo, em condições normais, não terá chances contra Alonso em pistas como Mônaco, Silverstone, Monza, Spa e Suzuka, contudo, teremos 19 corridas nessa temporada. Outro ponto importante é o discurso da Ferrari. Se aplicado, as primeiras corridas do ano serão cruciais. Das quatro primeiras Massa tem boas chances no Bahrain e Malásia. No Bahrain suas vitórias me apóiam. Na Malásia vale ressaltar que ele foi pole em 2007 e 2008. O problema foi que ele não segurou a onda na corrida, mas demonstrou no restante de 2008 uma evolução que permite inferir que será capaz de lidar com a pressão.

Bom, fato é que existe forte consenso de que esses nomes terão um papel secundário em suas equipes. Esse consenso não diminui a importância desses pilotos, mas gera mais uma ótima atração para essa grande temporada.

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